Meus origamis

Essa semana conversava com uma amiga e ao falar dos encontros de origami ela me perguntou o que eu dobrava, e se podia ver alguma peça pronta… e quando eu disse que não tinha nada comigo, ela reclamou…rsss

Na verdade não tenho por hábito guardar nada do que faço, sempre há alguém que gosta e queira ficar com a figura, e pra mim essa é a parte mais bacana de se fazer origami, ou seja, deixar que alguém se encante com aquele objeto mágico, uma folha de papel transformada diante dos olhos em algo novo, algo encantadoramente vivo…

Mas nem tudo está perdido… rsss, já fotografei algumas peças… poucas por sinal, mas que resolvi colocar aqui pra ao menos mostrar que alguma coisa eu dobro…hehehe.

As peças são (na ordem): Enterprise de Jeremy Shafer; Moto de Issei Yoshino (o piloto é criação minha); Armadura Medieval – origami modular; Caravela de Patricia Crawford; Dama Alada de Mario Adrados Netto; e lutador Kendo de Hojyo Takashi.

Autor: Jeremy Shafer Moto: autor Issei Yoshino e Piloto: Alex Ferrari Origami modular Patricia Crawford Mario Adrados Netto Hojyo Takashi

Bom, com isso espero uma pequena redenção de quem me cobra alguma coisa dobrada por mim, e espero colocar em lembrete mental que devo fotografar alguma coisa do que eu dobrar daqui pra frente… rsss

É isso aí.

Alex.

Não é origami… mas a ideia vem daí

Bom, eu adoro escrever sobre coisas que se inspiram no origami e que não tem nada a ver com papel ou mesmo se tem são usadas noutro lugar…

Assim, vejo só que legal esse chuveiro… é isso mesmo, um chuveiro que se dobra… rsss

“Uma empresa francesa desenvolveu um chuveiro para aqueles que não dispõem de muito espaço no banheiro.

Batizada de “Folding Shower”, a ducha, que vem com box integrado, pode ser completamente dobrada e armazenada num compartimento acoplado à parede. O produto foi adquirido por uma grande universidade dos Estados Unidos que instalou o equipamento em todos os quartos da residência universitária, banindo assim, o chuveiro coletivo.

O “chuveiro dobrável” já encontra-se disponível para venda, sob encomenda, nos Estados Unidos.”

Para os dobradores compulsivos nada melhor que dobrar o próprio chuveiro… hehehe

É isso aí.

Alex.

Horas de origami – 2

Outras questões surgiram quando comentei que estava escrevendo sobre o tempo que gastamos fazendo um origami e a pergunta foi: O que compensa mais, fazer um origami e gastar um tempão ou fazer vários origamis iguais ou diferentes até em menos tempo?

Particularmente, gastar muitas horas num modelo é bacana pelo resultado final e pela tarefa que se propõe a fazer (apesar de talvez ser cansativo), mas se por exemplo, estamos num grupo de amigos ou crianças, é melhor dobrar figuras mais simples e com maior rapidez ou ainda figuras que temos o domínio da dobra e dessa forma podemos dobrá-las rapidamente.

O que tenho visto é que as pessoas em geral (não origamistas, claro) querem ver algo surgindo das mãos e não ficar horas esperando você terminar aquele pegasus fantásticos (e que vai te fazer ficar dobrando um tempão…rsss), e se forem crianças então? aí piora tudo porque a atenção delas mal dura 5 minutos… hahaha

Então o que fazer?

O simples será gostar de dobrar seja gastando poucos minutos ou muitas horas, mas ter em mente o seu estilo favorito e ou o modelo que você espera tanto pra fazer…

Eu estou devendo maior dedicação ao origami, não só dobrar modelos ou complexos ou simples… mas realmente dobrar… rss

É isso aí.

Alex.

Horas de origami – 1

Conversando sobre origamis mais complexos e a necessidade de muitas e muitas dobras pra se conseguir os diversos apêndices necessários, surgiu uma questão… quantas horas de concentração e esforço pra se dobrar uma figura? e depois? iremos dobrar esse mesma figura novamente?

Porque a pergunta né… mas o fato é que por exemplo, no meu caso dobrei uma única vez o besouro Samurai Helmet do Robert Lang (do livro origami insects) gastando 5 horas pra realizar a tarefa com um papel sanduiche de 65 cm, e essa foi a única vez.

Já a algum tempo quero dobrar a Fênix do Satoshi Kamyia, mas depois de ver o próprio autor gastando quase 10 horas pra dobrar, já estou assustado só de pensar no tempo que vou gastar…rsss

E assim tenho visto outros exemplos de origamistas gastando 5, 6, 8 horas num único modelo ou então dobrando aos poucos em 2, 3, 4 dias…  e depois de tudo isso… se limitando a dobrar o modelo uma única vez.

Agora não é só com figuras complexas que se gasta muito tempo…. fazer kusudamas, tesselations e modulares ou mesmo blockfolding, de muitas peças também nos faz passar horas e horas concentrados na tarefa de dobrar, e também montar as peças… rsss

Daí que… dobrar uma figura complexa é muito legal, afinal o modelo terminado impressiona, mas o tempo gasto é cansativo… por outro lado fazer figuras mais simples é mais dinâmico e com isso a recompensa é mais imediata.

Mas meu pensamento é que não nos importa se gastamos mais ou menos tempo pra fazer uma ou outra peça, mas sim o tanto de prazer que essa peça nos dará não só no final mas também durante o tempo em que o origami nos fez companhia.

É isso aí.

Alex.

Afinal de contas o que é ou não origami?

Pergunta simples ou complicada essa?

Mas a questão surgiu exatamente porque um amigo origamista e que produz e vende artesanato com origami foi questionado se suas peças eram origamis mesmos, isso porque alguém ao observar as peças dele disse que aquilo não era origami e sim alguns enfeites com um ou outro trabalho em papel.

Ora essa, eu faço origami a mais de 30 anos, conheço quem faça origami, modular, composto, tesselation, tea bag, tradicional, purista, wet fold, gente que usa tesoura, cola, amarração, e sinceramente acho um absurdo questionar o que é ou não origami sem ao menos conhecer no mínimo uma meia dúzia de técnicas de dobradura diferente… e aí sim… vai saber que é origami, e que está compondo um outro objeto… além do mais, no inicio o origami não era exatamente esse de se usar um único papel quadrado pra fazer as figuras, o corte no papel era necessário em vários modelos tradicionais pra mostrar exatamente o que se queria nas celebrações religiosas por exemplo.

É claro que em se tratando de origami purista e o efeito final dos modelos com múltiplos apêndices nada mais justo que o papel quadrado e único seja o mais admirado, mas outros formas com o papel retangular, triangular e pentagonal produzem figuras belíssimas e igualmente complexas.

Posso citar inúmeros exemplos, mas vou ficar com apenas 2 que eu gosto:

- David Bril e o modelo de cavalo feito em papel triangular do livro “Brilliant Origami”, pra mim um dos cavalos mais bonitos em origami;

- Robert Lang e o seu barco viking em papel retangular do livro “The complete book of origami” e que ainda por cima tem movimento dos remos.

O que dizer então do inúmeros origamis modulares, mandalas, kusudamas e que são feitas com papéis quadrados, retangulares e triangulares…

Bom o fato é que dizer que um modelo de papel que foi feito com dobradura, com algum corte, com alguma colagem, com mais de um papel, que foi usado para enfeitar, num quadro, num brinco, num colar, num mobile… não é origami de verdade… sinceramente é no mínimo desrespeito com quem o fez.

É isso aí.

Alex.

Motos em origami

Em primeiro lugar devo dizer que adoro motos, inclusive tenho moto em detrimento de ter carro…hehehe

Então nada mais justo do que falar de modelos de motos em origami, sendo que minha pequena experiência é ter dobrado apenas os modelos de Issei Yoshino – os 2 modelos: tipo cross e tipo byke. Mas só tenho foto do modelo cross… rsss

Fazendo uma pequena pesquisa na internet e em alguns livros consegui modelos de motos de alguns autores:

- Issei Yoshino – com dois modelos que estão no livro “Super Complex Origami” onde tanto o modelo cross quanto o byke são feitos com dois papéis quadrados de tamanho iguais; o resultado do modelo tipo cross ficou mais legal do que o tipo byke… e mesmo sendo com dois papéis o resultado final compensa.

Os outros autores e modelos que achei são esses:

- Federico Scalambra – modelo Scooter – CDO Convention 2009, uma scooter muito legal feita em papel retangular (esse eu queria ter o diagrama… hahaha)

- Ryo Aoki – Motorcycle – NOA 198 – sendo um papel quadrado para o corpo da moto e outros dois para as rodas, mas não é necessário colar. O resultado final do modelo é muito bonito e o estilo da moto é esportiva.

- Xander Arena – Iconic Motorcycle – Tanteidan Convention 12 – feita num único papel quadrado, impressiona pela semelhança com o protótipo da moto real. Muito bacana.

- Christophe Boudias – La Moto – Tanteidan Convention 13 – o modelo de moto tipo esportiva, vi o diagrama mas ainda não dobrei; o modelo é feitio com um único papel quadrado, e o resultado final do modelo parece bem bacana.

Ainda encontrei outros autores: David Petty, Yoshihide Momotani, Satoshi Takagi, Neal Elias e Seiji Nishikawa, mas infelimente não consegui nem ver o diagrama e nem fotos.

Bom, com relação as fotos: Issei Yoshino – não sei o autor, ganhei essa foto faz tempo quando ainda tentava dobrar a modelo dele…;  Ryo Aoki e Xander Arena, as fotos são dos proprios autores; Federico Scalambra, a foto está no site do CDO; e a ultima não identifiquei de jeito nenhum, pois foi um colega que mandou a foto pra mim…

motos-de-origami

Bom, é isso, espero que tenha sido legal a ideia de falar de modelos de motos.

Abraços,

Alex.

Mal sabia ele… (hardly knew him)

Outro dia assisti ao filme “Stranger than fiction” com Will Ferrell e Dustin Hoffman e num determinado momento da estranha história, a frase título deste post foi usada como narrativa do personagem e a partir dela o personagem de Dustin Hoffman muda de ideia para ajudar o protagonista.

Agora, porque eu estou usando a frase num blog de origami… simplesmente porque numa conversa casual sobre origami com amigos (não origamistas) onde eu tentava explicar e exemplicar a utilização do origami em diversos outros setores que não apena arte… usei a frase instintivamente para mim mesmo…rsss (a frase também está em inglês porque é largamente utilizada na literatura americana), e a partir daí busquei um paralelo sobre a frase e este meu pequeno mundo bloguista…rsss.

O fato é que na discussão/conversa coloquei vários exemplos sobre a utilização do origami nas áreas de engenharia mecânica, estrutural, ciência médica, nano tecnologia etc, e claro que não basta só falar… foi preciso mostrar, e a partir de exemplos abrir as páginas na internet para mostrar os o que é feito e onde é utilizado… Mal sabia eu…  que isso iria se transformar numa conversa de hoooras…rsss

Aqui no blog já falei de vários desses usos do origami, em painéis solares, veículos etc e de mestres do cunho de Robert Lang que difunde esse tipo de pesquisa (e até já fez trabalhos para o MIT - Massachusetts Institute of Technology) e das possibilidades do origami, além é claro de outros tantos mestres estudiosos no Japão – Universidade de Tóquio, por exemplo.

Há vários exemplos na internet, deem uma olhadinha no site: http://www.origami-resource-center.com/origami-science.html

Além disso, há também vários estudos sobre as formas e bases do origami que são visualmente encontradas na natureza – no livro “ Origami from Angelfish to Zen” – Peter Engel discursa sobre muitas dessas estruturas e um exemplo que eu gosto é o das asas de insetos que se desdobram quando saem de casulos.

Nossa como falei… rsss

Abraços,

Alex.

Ano do Tigre

Apesar do atraso, pois o calendário chinês de 2010 começou em 14 de fevereiro, ainda assim vale a pena falar do assunto.

Pra mim, o tigre é um dos animais mais bonitos do reino animal, e claro que existem muitos modelos e possibilidades de se fazer um tigre em origami…rss.

Mas entender o horóscopo chinês não é tarefa fácil, e a título de curiosidade cabe, pelo menos, uma lenda chinesa de Buda para a escolha dos 12 animais que compoem o horóscopo:

- Diz a lenda que Buda convidou todos os animais da terra para uma festa onde se comemoraria o ano novo, e prometeu que cada um ganharia uma surpresa, porém apenas 12 animais compareceram e assim ganharam um ano de comemoração de acordo com sua chegada, assim foi criada a ordem do horóscopo: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Galo, Macaco, Cão e Porco.

Voltando ao origami… e apesar da grande quantidade e variedade de modelos de tigre criados por vários origamistas no mundo, como Hideo Komatsu, Jun Maekawa, Robert Lang, Issei Yoshino, Akira Yoshizawa e tantos outros; aqui só posso comentar sobre os modelos que dobrei:

Tiger by John Montroll – no livro Inside-Out – onde as listras do modelo são dobradas e surgem devido a inversão do papel (como sugere o nome do livro), nada fácil de fazer…rsss, mas o resultado é muito legal.

Tiger by Seiji Nishikawa – no livro Works of Seiji Nishikawa – é o que eu gosto mais, pois a face do modelo com a boca aberta fica muito bacana, apesar de não ter listras.

E por último: Tiger by Peter Engel – no livro Origami fron Angelfish to Zen – também não tem as listras, mas tem o corpo do modelo com um volume legal, e também uma complexidade intermediária… vale a pena dobrar.

            

No mais vou buscar outros modelos pra tentar dobrar… se conseguir (ou não dobrá-los…rsss) aviso por aqui.

 

É isso aí.

 

Alex.

Tomoko Fuse no Brasil

Qual origamista não conhece o nome Tomoko Fuse??

Pois é, a origamista e autora de vários livros e divulgadora do origami modular estará presente no Brasil em comemoração aos 50 anos de Brasília, isto graças ao convite do grupo de origami “Origamigos de Brasilia”.

Tomoko Fuse irá ministrar 2 oficinas nos dias 07 e 08 de Abril – maiores detalhes no site do grupo – http://origamigosbrasilia.blogspot.com/

Pra quem puder ir tenho certeza que valerá a pena, afinal não é sempre que se tem a oportunidade de ver de perto, ao vivo e à cores, uma artista e mestre na arte do origami.

Parabéns aos amigos de Brasília pelo esforço e conquista.

É isso aí.

Alex.

Respondendo alguns emails

Pois então, recebi alguns emails referentes à Festa do Papel em Portugal (aliás, não pensei que chamaria tanta atenção assim…rss), mas o fato é que essa festa do papel é chamada de “festa do povo” isso porque depende da vontade da população local em fazê-la acontecer.

No site da cidade de Campo Maior em Portugal há referência da festa e que talvez, pudesse acontecer agora no ano de 2010, porém não há confirmação ou mesmo previsão de data:
FESTA DO POVO, DAS FLORES E DO PAPEL ou DOS ARTISTAS – Organização: Associação das Festas do Povo – Praça da República 7370 – Campo Maior.

Outro assunto é com relação a cursos de origami em Belo Horizonte, mas por aqui não há uma oferta que esteja em divulgação… eu até fiz uma busca na internet e mesmo junto ao ICO – Instituto de Cultura Oriental e também na AMCNB – Associação Mineira de Cultura Nipo Brasileira, e infelizmente não há cursos regulares. De qualquer forma é possível contactar o grupo Origami Beagá e ou participar dos encontros ou saber quem dos participantes do grupo oferece cursos ou oficinas, por exemplo, o nosso amigo Lucas Portinho oferece algumas oficinas esporádicas (depois eu vejo com ele se posso colocar aqui algum contato dele…).

Outros pessoas me perguntaram sobre papel sanduíche… a questão é que não quem faça esse papel para vender, então quem quiser dobrar com ele tem de fazer ele mesmo… há algumas técnicas diferentes, e já falei sobre elas aqui no blog, entretanto na net é fácil de achar vídeos que ensinam o processo… Sei que é meio chato não colocar links diretos aqui, mas é porque como os vídeos e links são pessoais é necessário autorização pra divulgar… assim fico devendo.

Abraços a todos.

Alex.